Câncer de Estômago

Câncer de Estômago

No Brasil

Também conhecido por câncer gástrico. Segundo dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer), para o triênio 2020-2022, espera-se 13.360 casos novos de câncer de estômago entre homens e 7.870 nas mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 12,81 a cada 100 mil homens e 7,34 para cada 100 mil mulheres

Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de estômago em homens é o segundo mais frequente na Região Norte (11,75/100 mil), seguido pela Região Nordeste (10,63/100 mil) ocupando a terceira posição. Nas Regiões Sul (16,02/100 mil), Sudeste (13,99/100 mil) e Centro-Oeste (9,38/100 mil) é o quarto mais frequente. Para as mulheres, é o quinto mais frequente nas Regiões Sul (9,15/100 mil) e Norte (6,03/100 mil). Nas demais
Regiões, Centro-Oeste (6,71/100 mil) e Nordeste (7,03/100 mil), ocupa a sexta posição. Seguido pela Região Sudeste (7,30/100 mil) ocupando a sétima posição.

O QUE É CÂNCER DE ESTÔMAGO?

O estômago é uma parte do sistema digestivo localizada no abdômen superior, na altura das costelas, com um papel central no processo de digestão dos alimentos.

Quando um alimento é deglutido (engolido), ele passa pelo esôfago e cai no estômago. Os músculos do estômago moem o alimento e liberam sucos gástricos que digerem e fracionam os nutrientes. Após 3 horas, o alimento se torna líquido e se move para o intestino delgado, onde a digestão continua.
O câncer de estômago, também chamado de câncer gástrico, pode se iniciar em qualquer parte deste órgão. Ele pode se espalhar pelos linfonodos próximos e para outras áreas do corpo, como fígado, pâncreas, intestino grosso (cólon), pulmões e ovários, entre outros.

A maioria dos tumores que atingem o estômago é do tipo adenocarcinoma, o que significa que eles se desenvolveram da camada que reveste internamente o estômago. Outros tipos de tumores gástricos incluem linfomas, sarcomas gástricos e tumores carcinóides, mas estes são raros.

QUAIS SÃO OS FATORES DE RISCO?

  • Excesso de peso e obesidade;
  • Consumo de álcool;
  • Consumo excessivo de sal, alimentos salgados ou conservados no sal;
  • Tabagismo;
  • Ingestão de água proveniente de poços com alta concentração de nitrato;
  • Doenças pré-existentes, como anemia perniciosa, lesões pré-cancerosas (como gastrite atrófica e metaplasia intestinal) e infecções pela bactéria Helicobacter pylori (H. pylori);
  • Combinação de tabagismo com bebidas alcoólicas ou com cirurgia anterior do estômago;
  • Exposição ocupacional à radiação ionizante, como raios X e gama, em indústrias ou em instituições médicas;
  • Exposição de trabalhadores rurais a uma série de compostos químicos, em especial agrotóxicos;
  • Exposição ocupacional, na produção da borracha, a vários compostos químicos, muitos classificados como reconhecidamente cancerígenos, como benzeno, óleos minerais, produtos de alcatrão de hulha, compostos de zinco e uma série de pigmentos;
  • Ter parentes de primeiro grau com câncer de estômago.

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS SINTOMAS?

Não há sintomas específicos do câncer de estômago. Porém, alguns sinais, como perda de peso e de apetite, fadiga, sensação de estômago cheio, vômitos, náuseas e desconforto abdominal persistente podem indicar tanto uma doença benigna (úlcera, gastrite, etc.) como um tumor de estômago. Durante o exame físico, o paciente com câncer pode sentir dor no momento em que o estômago é palpado.

Sangramentos gástricos são incomuns no câncer de estômago, entretanto, o vômito com sangue ocorre em cerca de 10% a 15% dos casos. Também podem surgir sangue nas fezes, fezes escurecidas, pastosas e com odor muito forte (indicativo de sangue digerido).

Massa palpável na parte superior do abdômen, aumento do tamanho do fígado e presença de íngua na área inferior esquerda do pescoço e nódulos ao redor do umbigo indicam estágio avançado da doença.

COMO É O DIAGNÓSTICO?

O diagnóstico é feito pela endoscopia digestiva alta. Para realizar esse exame, o paciente recebe sedação e é aplicado anestésico na região da garganta. A seguir, um tubo é introduzido pela boca. A endoscopia digestiva alta permite ao médico visualizar o esôfago e o estômago, além de fazer biópsias (retirada de pequenos fragmentos do tecido). O material da biópsia é enviado a um laboratório para que seja confirmado (ou não) o diagnóstico de tumor maligno e definido qual o tipo de tumor.

Caso o diagnóstico de câncer gástrico seja confirmado, geralmente é necessária a realização de tomografias computadorizadas para avaliar a extensão do tumor. Em alguns casos, quando o câncer parece ser de estágio mais inicial, pode ser solicitada ultrassonografia endoscópica (exame semelhante à endoscopia digestiva alta, em que na ponta do tubo introduzido pela garganta há um aparelho de ultrassom).

Fonte: INCA