Câncer de Pulmão

Câncer de Pulmão

O câncer de pulmão é um dos mais comuns entre todos os tumores malignos registrados no Brasil.
Como todos os outros tecidos dos órgãos do corpo humano, o pulmão é composto por células que se dividem e se reproduzem de maneira ordenada e controlada. Quando, porém, ocorre uma disfunção celular, esse processo de divisão é alterado; as células passam a se dividir e multiplicar de forma desordenada e acelerada, formando um tumor.
No Brasil, para o triênio de 2020-2022, estimam-se 17.760 casos novos de câncer de pulmão entre homens e 12.440 entre mulheres. Tais valores correspondem a um risco estimado de 16,99 casos novos a cada 100 mil homens e 11,56 a cada 100 mil mulheres.
Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de pulmão em homens ocupa a segunda posição mais frequente nas Regiões Sul (31,07/100 mil) e Nordeste (11,01/100 mil). Nas Regiões Sudeste (18,10/100 mil), Centro-Oeste 15,11/100 mil) e Norte (9,24/100 mil), ocupa a terceira posição. Para as mulheres, é o terceiro mais frequente nas Regiões Sul (18,66/100 mil) e Sudeste (12,09/100 mil). Nas Regiões Centro-Oeste (10,87/100 mil), Nordeste (8,86/100 mil) e Norte (6,47/100 mil), ocupa a quarta posição.
O tabagismo e a exposição passiva ao tabaco são principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de pulmão. Oitenta e cinco por cento dos casos diagnosticados estão associados ao consumo de derivados de tabaco.
Ao contrário do que muita gente imagina fumantes de charutos, cigarros de palha e cachimbo também têm muita chance de desenvolver câncer de pulmão.
O cigarro é, de longe, o mais importante fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pulmão. A taxa de mortalidade de 2011 para 2015 diminuiu 3,8% ao ano em homens e, 2,3% ao ano em mulheres, devido à redução na prevalência do tabagismo.
OUTROS FATORES DE RISCO
Outros fatores de risco são exposição ocupacional a agentes químicos ou físicos (asbesto, sílica, urânio, cromo e radônio) e altas doses de suplementos de betacaroteno em fumantes e ex-fumantes.
A exposição à poluição do ar, infecções pulmonares de repetição, deficiência e excesso de vitamina A, doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema pulmonar e bronquite crônica), fatores genéticos e história familiar de câncer de pulmão favorecem ao desenvolvimento desse tipo de câncer.
SINTOMAS E SINAIS DE ALERTA

Os sintomas geralmente não ocorrem até que o câncer esteja avançado, mas algumas pessoas com câncer de pulmão em estágio inicial apresentam sintomas. Os mais comuns são:

  • Tosse persistente
  • Escarro com sangue
  • Dor no peito
  • Rouquidão
  • Piora da falta de ar
  • Perda de peso e de apetite
  • Pneumonia recorrente ou bronquite
  • Sentir-se cansado ou fraco
  • Nos fumantes, o ritmo habitual da tosse é alterado e aparecem crises em horários incomuns

Se você for ao médico quando perceber algum desses sintomas pela primeira vez e estiver com câncer de pulmão, a doença pode ser diagnosticada em estágio inicial, quando é mais provável que o tratamento seja efetivo.

“DURAS” VERDADES SOBRE O CIGARRO E SEUS EFEITOS
1. Cigarros, charutos e cachimbos causam mais mortes prematuras do que a soma das mortes provocadas por AIDS, cocaína, heroína, álcool, acidentes de trânsito, incêndios etc.
2. Um terço das mortes por câncer é ocasionado pelos cigarros.
3. Para se fabricar apenas 300 cigarros é preciso destruir uma árvore inteira.
4. Na fumaça do cigarro são encontradas cerca de 4700 substâncias tóxicas diferentes, que poluem o ar e causam doenças mesmo em quem não fuma.
5. O tabagismo causa cerca de 50 doenças diferentes, como a hipertensão, o infarto, o derrame etc.
6. Além do câncer de pulmão, o cigarro pode contribuir para o desenvolvimento de câncer de boca, laringe, esôfago, estômago, pâncreas, rim e bexiga.
7. O cigarro também diminui as defesas do organismo e, com isso, o fumante tende a desenvolver outras doenças, como a gripe e a tuberculose.
8. Está comprovado que o tabaco causa impotência sexual.
9. Mulheres que fumam durante a gravidez ampliam a possibilidade de que o bebê nasça com deficiências.
10. Parar de fumar não é fácil. Quem não consegue parar de fumar sozinho pode procurar ajuda médica. Isso não é sinal de fraqueza ou medo.
Fonte: INCA