Câncer Infantojuvenil

O que é preciso saber?

 

Para o triênio 2020-2022, esperam-se 8.460, sendo 4.310 para o sexo masculino e 4.150 para o sexo feminino.  Esses valores correspondem a um risco estimado de 137,87 casos novos por milhão no sexo masculino e de 139,04 por milhão para o sexo feminino.

O câncer infantojuvenil no sexo masculino será mais frequente na Região Sudeste (158,15/milhão), seguido pelas Regiões Sul (157,35/milhão), Centro-Oeste (121,69/milhão), Nordeste (121,70/milhão) e Norte (101,19/milhão). Para o sexo feminino, será na Região Sul (173,55/milhão), seguido pelas Regiões Sudeste (160,51/milhão), Centro-Oeste (149,26/ milhão), Nordeste (114,30/milhão) e Norte (85,89/milhão).

Os tumores mais frequentes na infância e na adolescência são as leucemias (que afetam os glóbulos brancos), os que atingem o sistema nervoso central e os linfomas (sistema linfático).

Também acometem crianças e adolescentes o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tipo de tumor renal), retinoblastoma (afeta a retina, fundo do olho), tumor germinativo (das células que originam os ovários e os testículos), osteossarcoma (tumor ósseo) e sarcomas (tumores de partes moles).

Assim como nos países desenvolvidos, no Brasil, o câncer já representa a primeira causa de morte (8% do total) por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos.

Nas últimas quatro décadas, o progresso no tratamento do câncer na infância e na adolescência foi extremamente significativo. Hoje, em torno de 80% das crianças e adolescentes acometidos da doença podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria deles terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado.

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Ao contrário de muitos cânceres de adultos, os fatores de risco relacionados com o estilo de vida (como o tabagismo) não influenciam o risco de uma criança desenvolver câncer. Muito raramente uma criança pode apresentar alterações genéticas que as tornem propensas a ter um certo tipo de câncer.

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Nos tumores da infância e adolescência, até o momento, não existem evidências científicas que deixem claro a associação entre a doença e os fatores ambientais. Logo, prevenção é um desafio para o futuro. A ênfase atual deve ser dada ao diagnóstico precoce e à orientação terapêutica de qualidade.
Tão importante quanto o tratamento do câncer em si é a atenção dada aos aspectos sociais da doença, uma vez que a criança e o adolescente doentes devem receber atenção integral, no seu contexto familiar. A cura não deve se basear somente na recuperação biológica, mas também no bem-estar e na qualidade de vida do paciente.

É importante que os pais estejam alertas para o fato de que a criança não inventa sintomas, por isso, ao sinal de alguma anormalidade, levem seus filhos ao pediatra. É igualmente relevante saber que, na maioria das vezes, esses sintomas estão relacionados a outras doenças comuns na infância.

 

Destacamos os 10 sintomas mais comuns do câncer infantil. Fique atento!

1. Febre muito prolongada, de causa não identificada.
2. Palidez sem motivo aparente.
3. Grande perda de Peso.
4. Manchas roxas ou sangramento pelo corpo sem nenhum machucado.
5. Ínguas de crescimento progressivo.
6. Vômitos e dor de cabeça, com diminuição da visão ou perda de equilíbrio.
7. Caroço em qualquer parte do corpo, principalmente na barriga.
8. Crescimento do olho, podendo estar acompanhado de mancha roxa no local.
9. Reflexo embranquecido no olho, quando da incidência de luz.
10. .Dores nos ossos e nas juntas, com ou sem inchaços.

 

Fonte: INCA